terça-feira, 23 de março de 2021

AS LAGES PEDEM SOCORRO: INCENDIOS E VANDALISMO NO SITIO AQUEOLÓGICO LAGES, EM ITATUBA, PB.

 

Nos últimos anos a cidade de Itatuba vem despontando no cenário regional por se colocar preocupada com aquilo que lhe é de mais valoroso: sua cultura, suas tradições, sua história e a valorização de seu patrimônio cultural. É renovador ao visitante vislumbrar uma cidade tão menina e ver como ele cresceu!

Cercada de belezas históricas e riquezas naturais, Itatuba é um celeiro de grandes nomes, como o poeta João Martins de Athayde, entre tantos outros. É também uma das cidades paraibana que possuem um dos maiores acervos arqueológicos do Estado.

Vimos na última gestão municipal a preocupação do prefeito em preservar, valorizar e divulgar todo esse patrimônio por meios de cursos formadores de profissionais na área, através de iniciativas que possibilitaram acesso a esse patrimônio, e, por fim adesão do município ao fórum de turismo do Vale do Paraíba. Estradas acessíveis, sítios calçamentados, sinalização indicado a localização de cada destino... além de tantos outros benefícios recebidos pelo município.

Eu, Alexandre, particularmente sou um apaixonado por Itatuba. Uma vez ou outra, quando o tempo me permite, Pego minha moto, e já é destino certo: Sítio Jurema, uma paradinha no Mosteiro Mãe da Ternura, e por outras vezes o Sitio arqueológico Lages.

Pois bem, na última segunda feira (22.032021), juntamente com alguns amigos (dois), nos dirigimos ao Sitio arqueológico Lages. Preferimos pegar a trilha que vai pelo Gentil, pois só assim teríamos a oportunidade de aproveitar melhor a paisagem, pois Itatuba é o único município da região que ainda preserva um trecho de mata atlântica, ou melhor, pelo menos preserva. Pois pra minha surpresa percebi que árvores centenárias como barrigudas, angicos, entre outras, estão criminosamente sendo destruídas, ou melhor, queimadas.

Seguindo adiante, em direção ao Sitio Arqueológico Batentes, ou como popularmente é conhecido (Lages), constatei ainda que o vandalismo não se restringiu apenas a mata, ele se estendeu, ramificou-se até as inscrições rupestres do Sitio.



A placa que sinaliza ou indica a presença do Sitio arqueológico, encontra-se alvejada por tiros de espingardas, além de nas encostas do histórico rio Surrão - seco (devido ao represamento de suas águas) deposita-se uma quantidade significativa de lixo (garrafas pets, latas de cervejas, embalagem de diversos produtos alimentícios industrializados, além de garrafas de vidro).


Nesse sentido, é preciso que o poder público e a promotoria de justiça tomem conhecimento das ações criminosas que estão sendo realizadas naquela localidade para que um bem, BEM maior consiga sobreviver.

 

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