quarta-feira, 29 de agosto de 2018

PRESERVAÇÃO TEM TUDO A VER COM EDUCAÇÃO! PARABÉNS RIACHÃO DO BACAMARTE


A beleza do espaço, a delicadeza das cores, a harmonia das formas, o gracejo das ruas...todas essas características fazem da arquitetura e do casario de Riachão do Bacamarte um referencial de preservação da cultura, da memória e das raízes históricas do povo agrestino.
Em estilo arquitetônico baseados em arte decô, arte neveau, barroco tropical e neoclássico, o casario de Riachão do Bacamarte representa por meio da materialização de seu patrimônio, um passado de tradição e de um estremo bom gosto na escolha dos filhos dessa terra.
Outro observador que parecer ter se encantado pelo significado e o estilo multicor e alegre desse tipo de arquitetura popular foi o escritor paraibano Ariano Suassuna, que se referindo as moradias populares diz:

“E foi assim que, preparado pela embriaguez da festa e da dança, eu vi pela primeira vez que as fachadas das pobres casas populares eram como as roupas vestidas pelos negro-dançarinos, protestos contra a miséria, a cinzentice, a feiúra, a rotina e a monotonia de suas vidas. Vi pela primeira vez que, coloridas como eram em amarelo-ocre, vermelho-sangue, azul-pavão, amarelo-ouro, verde bandeira ou verde lodo, e até no rosa ou roxo púrpura que, antes, por preconceitos, eu tivera tanta dificuldade em aceitar, aquelas casas, em sua maioria feitas de taipa rebocada e pintada, eram também jóias em ponto grande como as que eu sonhava, jóias que, dados momentos, também rebrilhavam ao sol de modo a que Deus as avistasse com alegria. Minha embriagues - dançarina era tal que até as próprias casas dançavam – e eu descobria que elas eram como fortalezas, marcos, redutos e bastões que o indomável espírito do nosso povo colocava ao mesmo tempo diante da vida monótona, cinzenta e sem atrativos do seu dia-a-dia e diante das pedras castanhas facetadas, aquelas espécies de ladrilhos brutos, enormes, cruéis e mal-lapidadas que tantas vezes eu já encontrará em nossas estradas, Caatingas e tabuleiro”.





Criado a partir da Lei Estadual, nº 5920, o Riachão do Bacamarte deixa de pertencer ao município do 
Ingá em 29 de abril de 1994. De acordo com o IBGE, em divisão territorial datada de 1 de junho de 1995, o município de Riachão do Bacamarte é constituído do distrito sede. Pela lei estadual nº 6224, de 10 de janeiro 1996, o município de Riachão do Bacamarte passou a denominar-se Assis Chateaubriand. Pela lei estadual nº 014, de 12 de maio de1997, o município de Assis Chateaubriand volta a denominar-se Riachão do Bacamarte.

Dono de uma história ricas em tradições. Consciente de seu passado, as referências históricas sobre o povoado de Riachão do Bacamarte vêm desde o tempo do Império brasileiro, como nos mostra o Jornal O Governista Parahyba (1850; p.04)
Bacamarte. - Povoação pertencente ao município do Ingá, 5 legoas ao Nascente de Campina Grande, ou 27 ao poente da cidade da Parahyba. Esta povoação está sobre um ramo da serra que lhe deu o nome, e na estrada que desta província segue para Pernambuco. Seus habitantes soffrem falta d’agoa..


Hoje, abençoado ´por Santana do Bacamarte! Apadroado por São Sebastião, o casario de Riachão, nos diz muito sobre o passado da cidade. Nos conta muito sobre a nobreza de quem os preserva e nos indica um futuro no qual a população sabe de fato de onde veio e quais valores precisar preservar.


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