segunda-feira, 11 de junho de 2018

USANDO RESTOS DE COMPENSADO DE GUARDA ROUPA E TINTA GUACHE, OS ALUNOS DA E.E.E.M LUIZ GONZAGA BURITY CONSEGUIRAM EM DOIS DIAS RESGATAR AS IDENTIDADES CULTURAIS DO INGÁ E ARRANCAR O 2º LUGAR NO ESTIVAL DE ARTE DA 12° REGIÃO, EM DISPUTA COM MAIS 10 ESCOLA DO ESTADO DA PARAÍBA


Muito feliz e sentindo um orgulho danado desses meninos. Depois de muito esforço, “brigas” e risadas, conseguimos chegar juntos e unidos a etapa regional da 12º Região de Ensino, como uma das 10 escolas escritas nas categorias: Dança, artes visuais e literatura.





 Mesmo com todas as dificuldades que enfrentamos juntos, vocês conseguiram dar o melhor que tinham, e isso me fez ter muito orgulho de vocês.
Nas três categorias defendidas pelos alunos (e sob a orientação do professor Alexandre Ferreira) do Luiz Gonzaga, as identidades culturais do Ingá eram temas trabalhados.
Na dança, os alunos mostraram que não é preciso esquecer suas raízes para se colocarem como parte dessa cultura de massa que domina a contemporaneidade.
Na literatura, Davi e Matheus mostraram a importância de se preservar a cultura como forma de sobrevivência humana.
Nas artes visuais  Rennan e José Domingos ( Junior) conseguiram mostrar a conectividade das  4 identidades do Ingá, conseguindo no festival o 2º lugar.
Parabéns meninos. Muito orgulho de vocês.

Modalidades:

DANÇA


LITERATURA:

NOS CONTOS DE NOSSA  GENTE AS IDENTIDADES DE PERTENCE NOS DIZ O QUE É SER INGÁ

Autores: Davi & Matheus

Canto de “moi” arretados
É a cidade do Ingá
Com sua rica cultura
Que eu consigo lembrar
Mas não tirem conclusões
E nem criem aflições
Pois dela eu vou falar

Não sei se a tal da cultura
Foi feito pra emocionar
Pois choro quando escuto
Os contos desse lugar
Carnaval e são João
A páscoa é tradição
Nós temos que festejar

Daí surge de uma casa
Um homem chamado João
Que era especial
Mas também um fanfarrão
Porém nunca esquecia
Que nessa cidade havia
Uma grande tradição

João é um adolescente
Que adora estudar
E mora nessa pequena
Cidade de arrepiar
E acredita que um dia
A mocidade viria
Que ele tem muito a mostrar

E João sonha que um dia
O povo desse local
Se identifique ingaense
Pra ele não ficar mal
E isso principalmente
Ocorra frequentemente
Com esse povo normal

Organizava projetos
Principalmente na escola
Pra falar do município
E repassar a história
Mas ele ouvia casos
Que sempre era escutado
Que jovem nenhum da bola

Nos projetos de João
Tema é o que não faltava
O mata nego, ouro branco
Outras histórias contadas
E não se pode esquecer
Da música aparecer
E das Itacoatiaras

Mas ele se recordava
De sempre viver a cantar
Amava a música regional
Principalmente a do Ingá
Quando a 31 de março
Passava pelo seu bairro
E estava a tocar.

Banda 31 de março
Uma banda de respeito
Quando um som ela tocava
Subia o seu conceito
Estava predestinada
A ser uma banda arretada
Contendo muito contexto

Integrantes sorridentes
Porém levava a sério
O seu trabalho da banda
Não continha um mistério
Tocava uma sinfonia
Que todo mundo sorria
Ia crescendo o império

Melhor fase da cidade
No bairro da estação
Na década de quarenta
Com a sua exportação
A famosa Anderson Clayton
Ouro Branco, não esqueçam
E seu império de algodão

O local do Mata nego
Bem distante da cidade
Onde o senhor Ludovico
Abusava da maldade
Em todos botava medo
Não existia respeito
Com os negros da cidade

Duas coisas que marcaram
A fazenda mata nego
O escapa e o arrasto,
Mas não era por seu medo
O escapa pra escapar
O arrasto pra deixar
Os corpos dos pobres negros

Um último patrimônio
Porém não mais importante
A pedra Itacoatiara
Com a história alarmante
A enorme tradição
De quem vem nesse mundão
Visitar por um instante

Os desenhos fixados
Tem uma grande importância
Pois nele está retratado
O que em tempos tem distância
Sabe é muito legal
Ver que nesse historial
Cultura é predominância

Mas eu sei que se perguntam
Onde está o João
Teve foi que viajar
Pra longe do coração
A cidade do Ingá
Teve que ela deixar
E perder a evolução

Ao chegar em outra cidade
Ele se pôs a pensar
Que mesmo longe daquilo
Nunca mais ia chorar
Pois aquela linda cultura
No coração está pura
Esquecer tudo? Não dá!
                       
E saiu de mundo a fora
Falando de sua cidade
Que quem mora por ali
Tem cultura de lealdade
Mas faltava aprender
Que nenhum queria ser
Ingaense de verdade

Essa foi a bela história
Da cidade do Ingá
Espero que vocês gostem
Dessa cultura de lá
Tenha um belo Festival
E os convido de bruços
A cidade visitar!



ARTES VISUAIS : Representação das 4 identidades culturais do Ingá - Pinturas em guache

Autores: Renan e Junior



Projeto

TÍTULO: IDENTIDADE: as representações culturais que conectam um povo
APRESENTAÇÃO:
O nosso projeto: IDENTIDADE: as representações culturais que conectam um povo, busca aproximar os alunos da cultura do município do Ingá, por meio do reconhecimento e da valorização das representações e movimentos culturais que representam, ou representou a identidade cultural do povo do município no decorrer do processo de sua formação histórica.
Como forma de melhor representar essa identidade local, buscamos nas modalidades artes visuais, dança e literatura, uma maneira de demostrar os valores e a cultura desse povo, partindo do pressuposto de que o povo ingaense se valeu de quatro identidades culturais (a identidade da violência, a identidade do algodão, a identidade da musicalidade, e, por fim a identidade turística ou identidade das Itacoatiaras).
Na modalidade ARTES VISUAIS, os alunos  e irão apresentar essas identidades por meio de desenhos/pinturas em telas, sob a orientação do Professor de arte, Alexandre Ferreira.
Na modalidade dança, os alunos  Irão apresentar a cultura e a identidade local por meio de performance coreografada que levem ao entendimento dos elementos culturais que representam o povo ingaense. Assim como na modalidade anterior, a dança terá como orientador, o professor de arte, Alexandre Ferreira.
O intuito desse projeto é promover uma interação dos educandos da Escola Estadual de Ensino Médio Luiz Gonzaga Burity com a cultura do seu município, levando-os a reconhecer e valorizar suas raízes.
JUSTIFICATIVA:
Quando nos propomos a trabalhar a conectividade como elemento fundamental de inclusão e comunicação da atual sociedade da qual fazemos parte, as vezes não lembramos, ou somos “ forçados” a esquecer que a tecnologia sem o uso de um filtro capacitador ou orientador, exclui mais que do pode incluir. Percebemos isso quando cotidianamente em sala de aula, quando temos que parar a apresentação do conteúdo para “pedir” aos alunos que deixem o celular por um instante, e voltem a prestar atenção na aula. Nesse sentido, o “estar conectado”, desconectou o aluno daquilo que realmente interessava naquele momento, que era a aquisição do conteúdo trabalhado sistematicamente em sala de aula pelo professor.
O termo conectar é abrangente, e não significa apenas estar conectado a uma rede de computadores e ter acessos diversos a conteúdos oferecidos por ela.
Estar conectado vai além, e precisar ser visto como algo que se constrói a partir das vivencias coletivas de um grupo ou de uma comunidade. Nesse sentido, é importante lembrar que os movimentos e a representações culturais de determinada sociedade é o que vai possibilitar a ela um sentimento de pertencimento e união. Por isso é tão importante a preservação da cultura popular (da dança, da música, da literatura, da pintura, ...)
A arte é necessária para que o homem se torne capaz de conhecer e mudar o mundo. Mas a arte também é necessária em virtude da magia que lhe é inerente. [...] A magia da arte em que, nesse processo de recriação, ela mostra a realidade como passível de ser transformada, dominada e tornada brinquedo (FISCHER, p. 20 e 252).
O que pretendemos propor com este trabalho é que a ideia de conectividade entre os jovens não os afastem da conectividade que deveriam manter com suas raízes, com sua cultura. Que os aparelhos eletrônicos não os afastem das outras pessoas que estão ao seu lado. Que o contato visual e afetivo não se torne uma lembrança do passado, onde só são lembradas por meio de contatos online e conversas por whatsapp.
Segundo Mirian Celeste Martins:
Mais do que falar de conteúdo, as aulas de Arte devem fazer com que o aluno estabeleça relações entre o mundo e a maneira como o homem o percebe ao longo do tempo. Lidar com arte é construir um olhar cada vez mais sensível e crítico para perceber como os elementos estéticos trazem significados diversos.1

Nesse sentido pretende-se mostrar aqui que a acessibilidade por meio das redes sociais, não pode e não precisar excluir outras formas mais tradicionais e afetivas de se conectar ao mundo e as pessoas.


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