terça-feira, 12 de dezembro de 2017

O QUE É QUE ELES TEM QUE NÓS NÃO TEMOS? Vejam como ações simples salvaram o patrimônio ferroviário e instigaram cultura e educação!

Hoje no Ingá fala-se muito em turismo, visitação turística... Ganhar dinheiro com a atividade... Tudo certinho até aí... O grande problema quando “levantamos” essa bandeira é que: Temos muito e apresentamos pouco.... Temos muito e valorizamos quase nada.... Temos muito, mas o comodismo nos cega e o ego inflado não nos deixa perceber que “as certezas – as vezes – nos atrapalham mais do que as dúvidas"! 
Esse é o caso da Estação ferroviária do Ingá, que há muito, nós do Blog o Ingaense chamamos atenção da população, da sociedade civil, e das autoridades instituídas, constitucionalizadas e “competentes” para o abandono que há, alguns anos vem corrompendo e destruído a sua história, juntamente com tudo aquilo que ainda há de concreto sobre ela.

ASPECTO ATUAL DA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DO INGÁ,PB - Foto Alexandre Ferreira

Lembrar que a Estação é parte viva do patrimônio cultural e da memória coletiva da população ingaense, isso é chover no molhado...
Não colocar em foco. Não valorizar... E não preservar essa parte da história do município do Ingá, é no mínimo burrice... E, tudo que se diga ao contrario sobre sua preservação. Ela estará lá –ainda e por enquanto está – para provar, que como velha (porem cheia de histórias e memória) foi esquecida pelos seus filhos.... Foi agredida, alvejada, cuspida e cagada (literalmente) ... Deixou de vestir cambraia fina... hoje ostenta a mulambeira!
APECTO ATUAL DA ESTAÇÃO FERROVIARIA DO INGÁ,PB - Fotos: Alexandre Ferreira

Há muito o pesquisador Campinense, Jonatas Rodrigues Pereira busca por meio de seu blog e de suas redes sociais denunciar o abandono que vem sofrendo as Estações Ferroviárias do Estado da Paraíba. De fato, é triste ver aquilo que no passado serviu para integrar e aproximar pessoas, se desintegrado pelo abandono.

PESQUISADOR JÔNATAS RODRIGUES PEREIRA - Foto: faceboock

Apesar do abandono das estações ferroviárias da Paraíba parecer seguir uma regra, isso não torna esse fato imutável. Basta ver o exemplo que nos deu a cidade de Duas Estradas, na microrregião de Guarabira, que com recursos próprios, recuperou do abandono o Antigo Prédio da Estação Ferroviária de seu município.
ESTAÇÃO DE DA CIDADE PARAIBANA DE DUAS ESTRAS, ANTES DE SER RESTAURADA E RECUPERADA PELA PREFEITURA MUNICIPAL - Foto Jônatas Rodrigues Pereira

O prefeito municipal preferiu agir, trabalhar e recuperar aquilo que lhe era de direito: sua história, seu patrimônio, sua memória...
É assim que agem os sábios. É assim, dando exemplo que se educa as crianças e se dignifica e se controi um povo!
Fazendo minhas as palavras do pesquisador Jonatas Rodrigues Pereira: Parabéns a Prefeitura Municipal de Duas Estradas-PB pela recuperação e revitalização deste lindo e importante patrimônio histórico. Fico imensamente contente com a preocupação de administradores que valorizam sua cultura e história. Exemplo para outras cidades da Paraíba que deveriam olhar mais para sua cultura genuína e história e não destruí-la”.


PREFEITURA DE DUAS ESTRADA,PB DEPOIS DA RECUPERAÇÃO REALIZADA PELA PREFEITURA MUNICIPAL - Fotos: Romário Farias

A realidade nua e crua é que não se tem feito nada para mante a antiga estação ferroviária do Ingá em pé.
Porque será?
 Porque um prédio centenário, com uma importância histórica tão singular para o município continua abandonado, depredado, marginalizado... descartado do interesse de pessoas que deveriam no mínimo questionar sobre o assunto?
Como exemplo que deve ser seguido, lembremos aqui também:
“O Museu Ferroviário de Curitiba, localizado no Shopping Estação, abriga mobiliários e peças que colaboram para o resgate histórico da memória ferroviária no Paraná, que se iniciou em 1885 com a inauguração do trecho entre Paranaguá e Curitiba.
ESTAÇÃO FERROVIARIA DE CURITIBA, PARANÁ, RECUPERADA E TRANSFORMADA EM MUSEU. - Fotos Google

Inaugurado em 1982, o espaço possui a arquitetura da antiga Estação Ferroviária de Curitiba. Com mais de 600 peças, o acervo do museu é único por possuir itens curiosos, como um grande livro utilizado para a contabilidade da antiga estação. Além disso, há relógios, telefones e telégrafos que eram utilizados no local e objetos do interior dos trens, como bagageiros, fechaduras e luminárias da época.
O espaço ainda possui uma locomotiva a vapor em exposição. Vale a pena aproveitar a visita pra dar uma volta pelo Shopping Estação, comer e beber alguma coisa”. (http://ckturistando.com.br/museu-ferroviario-de-curitiba/, acessado em 12.12.17).
ASPECTO DA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE CURITIBA - Fotos Google

Ainda, não podemos deixar de lembrar, e parabenizar a prefeitura municipal de Araçai, pela preocupação em manter viva a sua memória cultural e patrimonial. Pois foi finalizado este ano (27 de outubro de 2017) o projeto de restauração e conservação da Estação ferroviária do Município de Araçai. Agora totalmente restaurada, a estação vai abrigar o centro de cultura e turismo do município.
ESTAÇÃO FERROVIARIA DE ARAÇAGI, MG, RECUPERADA E TRANSFORMADA EM CENTRO CULTURAL - Fotos: Google

 De acordo com o site(http://www.cordisnoticias.com.br/2017/11/finalizada-restauracao-da-estacao.html), O projeto contou também com o apoio da Prefeitura Municipal de Araçaí e dos habitantes da cidade cuja relação com a estação ferroviária passa sempre pela ideia de pertencimento à história que a edificação representa, além do reconhecimento do valor estético que uma edificação dessa natureza agrega ao entorno ao qual está inserida, devido à sua bela arquitetura bem detalhada e imponente.
ASPECTO DA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DE ARAÇAI,MG, RECUPERADA, PELA ´PREFEITURA E OUTROS PARCEIROS CULTURAIS- Foto Google

Porque a Estação do Ingá não seguiu o exemplo da protegida e restaurada Estação de Duas Estradas, PB?
Porque a Estação de Ingá não é um Centro Cultural como o da cidade mineira de Araçai?
Porque será que ela não virou museu, e nem tão pouco biblioteca, assim como a de Curitiba, no estado do Paraná?
A grandeza de um povo se mede pelo grau de entendimento que ele deve possuir de si próprio e dos coisas que o rodeia...

Salve a nossa história!


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