segunda-feira, 31 de julho de 2017

YES! WE HAVE STONE! E bote história pra contar!

Quanto mais sabemos, mais precisamos pesquisar sobre as Itacoatiaras do Ingá. Conhecida no meio cientifico como um dos monumentos mais enigmáticos da arqueologia e antropologia mundial. Cultuada entre os ufólogos como instrumento de criação aliem. Entendida no senso popular como lugar que esconde riquezas, tesouros e maldições...  A pedra Lavrada do Ingá se mostra ainda mais bela, por ser envolta em tantos véus de mistérios.
JORNAL O MALHO DE 12.09.1908

            E, são esses mistérios. O que ainda não se sabe sobre as Itacoatiara, que instiga tanta curiosidade e permeia o meio cientifico e acadêmico de tantas incertezas. Afinal quem são, ou melhor quem foram os artistas?
            Na década de 1920, a preocupação em preservar o que era nosso toma conta também das preocupações dos intelectuais modernistas, principalmente Mário de Andrade. A partir daí, criam-se órgãos de inspetorias estaduais de monumentos nacionais, como é p o caso da Bahia em 1927, o de Pernambuco em 1928 e do da Paraíba em 1941. Esse projeto vai se consagrar no Governo de Getúlio (1930-1945) Vargas por meio do decreto nº 22.928 de 12 julho de 1933, quando a cidade de Ouro Preto, em Minas Gerai, passa a ser considerada um monumento Nacional, por ter sido palco de importantes acontecimentos históricos.


            Dentro desse contesto de preservação, as Itacoatiaras do Ingá, são reconhecidas pela Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, sendo registrada no livro de tombo, cuja referência é folha 39, nº de inscrição 234; situação Fazenda Pedra Lavrada; Município: Ingá; Proprietária: Francisca Morais Farias; processo nº 330/43 – caráter de tombamento: Voluntário – data de inscrição: 29 de maio de 1944.
            Em 19 de agosto de 1977, as Itacoatiaras são declaradas de utilidade pública, pelo decreto número 7-338 no Diário Oficial, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Paraibano.
            O que nós não sabíamos sobre as famosas pedras, é que mesmo antes de haverem tais leis, e da atividade turística ser praticamente impensada no Brasil. Já chegavam em Ingá, para conhecer a Pedra lavrada, pessoas vindas em caravanas, como nos mostra uma foto publicada no Jornal O Malho, de 12 de setembro de 1908.
            A 1ª Excursão feita com um caráter cientifico as Itacoatiaras do Ingá, foi realizada em 1947, pelo Padre Clovis Lima, do Instituto Histórico e Geográfico da Paraíba.
Além dos curiosos e estudiosos vindo de fora, pessoas pertencentes ao município, também procuravam nas pedras, uma paisagem para pousar em fotos.
O interessante de algumas fotos antigas, é que as pessoas expostas nelas, parecem preferir as margens do rio seco, a pousarem junto as inscrições rupestres.
Parafraseando uma amiga, Professora Nadiajane da Universidade Federal da Paraíba, Campus João Pessoa – “Esse Ingá ainda tem muita história pra ser contada”.


Nós do Blog o Ingaense, ainda gostaríamos de agradecer ao nosso amigo Artur pelo lindo presente que nos enviou hoje, logo cedo da madrugada. Trata-se da foto de 1908, do Jornal O Malho. Artur, nosso muito obrigado. Esta foto nos inspirou para escrever essa matéria.

            

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