domingo, 12 de fevereiro de 2017

Orgulho Ingaense

Sexta-feira, dia 10 de fevereiro de 2017, Ingaenses salvem essa data. 


A cena é a seguinte: ambiente decorado com mesas e cadeiras a espera de convidados, uma mesa lateral com livros arrumados em mosaicos, manequins vestidos com roupas da época, amigos chegando o tempo todo e um autor ansioso, nervoso e feliz. Também pudera, não é pra menos um cidadão guerreiro de família simples, alcançar um patamar desse: ser o primeiro a lançar dois livros enaltacendo, quebrando paradigmas e perpetuando a história de sua pequena grande cidade.

É um orgulho, és um orgulho para o Ingá Alexandre. E a noite foi brilhante, só não foi mais perfeita porque não foi mais cheia. Isso é uma crítica, espero que construtiva... O Ingá tem mais de 18mil habitantes e eu pergunto a voce que ta lendo agora, ja comprou seu livro? A imprensa ingaense não estava completa o que é imperdoável, as autoridades ingaenses não estavam todas o que também é imperdoável, pois, o momento foi histórico. Foi único Ingaenses!

Ontem foi o lancamento do livro O gládio, o chicote e os gritos que não se ouviram da senzala, segundo livro de Alexandre Ferreira primeiro Ingaense a realizar tal proeza, e pra quem admira a arte como eu e é sensível o suficiente, consegue captar a importância desse momento. A noite foi formal, regada de grandes amigos, admiradores, ex alunos, e pessoas importantes na vida de Alexandre que acrescentaram e contribuiram para que esse dia chegasse.



Autoridade presente Ex- prefeito Antonio Burity


Com direito a apresentação de teatro feita pelo ator e grande amigo do autor Pedro Ivo. E que grande apresentação, rica culturalmente, tocando profundamente ao sentirmos lá no fundo o turbilhão existente dentro da alma de um escravo. E os depoimentos? Cada um que subiu ao palco e deu seu padecer nos mostrou uma idéia nova. Ressalto aqui a sugestão da professora Elizabete ao pedir que os nossos representantes idealizem um projeto para que os livros sobre o Ingá façam parte da grade curricular municipal, pois tratam a história de forma clara e correta. Ela destacou a importância dos alunos estudarem o Ingá desde a infancia descobrindo com profundidade como tudo comecou, com a firmeza e veracidade que é mostrada nas pesquisas de Alexandre. Fica a dica vereadores ;)

Ao final tivemos uma grande fila para autográfos e fotos, além de compra dos livros que estavam a venda no local.


Uma noite inesquecível. 
O maior desejo é que seja a primeira de muitas.
Até!

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