terça-feira, 14 de novembro de 2017

PEIDE PRA QUEM VOCÊ MAIS AMA! Isso pode ser uma prova de amor


Quem não lembra do primeiro peido liberado para seu amor no início de um namoro?

Quem não se envergonhou ou disfarçou ou mesmo prendeu um peido com vergonha de dividir a intimidade desse ato com alguém amado?

De acordo com um novo relatório publicado no site Connections.Mic, os gases são uma importante parte de todos os relacionamentos. Basicamente, se você se sente confortável em fazê-lo, enquanto seu parceiro não, pode ser um sinal negativo na relação.
Conforme reportado pelo estudo, a primeira vez que você decide soltar um pum na frente de seu parceiro é um marco significativo e autêntico do relacionamento, muito mais até do que o primeiro “eu te amo” dito, e talvez ainda maior do que o casamento, segundo informações do jornal inglês Metro.
Fazê-lo mostra que você realmente se sente confortável na frente do outro, sendo um momento essencial para qualquer relacionamento bem-sucedido. No entanto, esse evento de intimidade não é compartilhado por todas pessoas. O relatório descobriu que enquanto a maioria das pessoas (29% dos entrevistados) entre os 20 e 30 anos esperam de dois a seis meses para soltar o primeiro gás na frente do parceiro, cerca de 9,3% delas chegam a esperar até um ano inteiro para isso.
Já 25,2% dos entrevistados disseram esperar entre de meses a um ano, 22,4% disse abandonar o ambiente para se aliviar e cerca de 7% dos entrevistados afirmaram que nunca o fizeram na frente de um parceiro. O relatório também observou que, entre as pessoas solteiras, cerca de 19% admitiu que só soltaria gases na presença de um companheiro se ele já tiver tomado a mesma iniciativa antes”. (http://www.jornalciencia.com/casais-que-soltam-pum-na-frente-um-do-outro-tem-relacionamento-bem-sucedido-e-mais-seguro/ acessado em 14 de novembro de 2017).
Conforme a reportagem exposta no Jornal ciências, peidar e dividir esse ato com o parceiro, pode assumir vários significados: Pode mostrar o nível de confiabilidade e intimidade do casal e por consequência, significa também uma longevidade do relacionamento.
Portanto, amantes peidem o quando poderem e dividam esse ato com quem vocês mais amam!


quinta-feira, 7 de setembro de 2017

ZABELÊ: A MAJESTADE CONSTRUÍDA NO IMPÉRIO - UFOLOGIA, SANTUÁRIO ECOLÓGICO SINÔNIMO DE BELEZA NATURAL

VISTA PANORÂMICA DO ACUDE ZABELÊ E AO FUNDO A SERRA DA FORMIGA
Lembrando que hoje, o Brasil comemora 195 anos de independência de Portugal, falemos aqui de algumas contribuições que o Império brasileiro dispensou em favor da Villa do Ingá, pertencente a antiga Província da Parahyba do Norte.

Entre os donativos como farinha e carne seca que eram enviados para abater a fome dos vitimados pela miséria na antiga Vila do Ingá, uma das preocupações do Governo Imperial em relação as condições de pobreza e seca que se encontrava a Villa, foi mandar construir dois açudes (o açude do Zabelê e o açude Novo). Nesse momento dava-se início a uma prática política muito utilizada que ainda hoje e bem comum entre os políticos brasileiros quando estes precisam justificar as verbas que deveriam chegar a população mais pobre quando são atingidas por estiagens ou secas, e, que na verdade, tais verbas são desviadas para os bolsos e benefícios dos mesmos políticos.
Bom, foi percebendo a situação caótica de seca que se encontrava a Villa do Ingá, que o Governo Provincial mandou construir o Açude do Zabelê em 1851. Apesar de possuir um grande manancial de água para época, a população não bebia de sua água visto que era salobra, servido apenas para outras atividades.


Em 1861, é publicado no Jornal a Regeneração, uma nota de reivindicação para a construção de uma cerca de aveloiz em torno do reservatório de água.


O tempo passou, muita coisa mudou no município do Ingá!
O Zabelê já secou muitas vezes e encheu outras tantas novamente. Parece um sobrevivente da seca, das enchentes e como muitos, da sua própria história.

Há algumas pessoas que dizem que em suas águas ou em território delas os extraterrestres encontram pouso... e que muitos já viram lá seres iluminados, esferas de fogo brincando no crepúsculo da tarde, círculos desenhados na vegetação...
No período entre julho a setembro, o Zabelê se enche de vida e se transforma em maternidade para garças marrecos, mergulhões e socos.


BERÇÁRIO DE AVES NO ZABELÊ
POR DO SOL NO ZABELÊ


E o lugar que já traz uma energia positiva muito forte, se transforma e se recarrega com a energia de fazer surgir novas vidas!


POR DOS SOL NO ZABELÊ

terça-feira, 5 de setembro de 2017

AS INACREDITÁVEIS INSCRIÇÕES RUPESTRES DA PEDRA DA LUA DE CHÃ DOS PEREIRAS: Você já ouviu falar?

Não consigo imaginar o Ingá diminuído de suas riquezas já conhecidas, esquartejado de seu patrimônio, distanciado de sua história e vitimada de Alzheimer a sua memória. 

A muito tempo venho chamando a atenção da população do município a respeito da multiplicidade dos monumentos e dos encantos que o município como um “rapaz velho e donzelo” traz escondido e desejado.
Falemos das Platibandas, das bandas, da violência do coronel e do cangaço! Falemos mais das chiquitas, que aqui entre nós, não eram muitos bacanas!
Falemos do tronco e do chicote que por muita luta e nenhuma sorte o escravo obrigou o coronel a não mais usar!
Falemos mais das Labirinteiras, das bordadeiras e até mesmo das fofoqueiras..., Mas não esqueçamos jamais daquilo que nós fazem homens e humanos que é a cultura que constrói nossos sonhos, instiga desejos e nos possibilita amar!
Hoje, trago aqui a informação sobre mais um monumento, que talvez você ingaense nem saiba da sua existência. Trata-se do Sitio arqueológico Pedra da Lua, situado no povoado de Chã dos Pereiras. Esse sitio apesar de não ser tão belo como as inscrições das famosas Itacoatiaras do Ingá, guarda em seus grafismos, significativa importância sobre um passado remoto ainda não documentado do nosso município.









Situada no sitio da Lagoa dos Cardeiros, as Inscrições rupestres Pedra da Lua, fazem parte de um roteiro o qual envolve uma paisagem composta por uma vegetação exuberante, maciços rochosos e múltiplas lagoas pleistocênicas.
Quando olho para tão bela paisagem rica em detalhes, contos, encantos memórias e histórias... Prefiro usar a máxima que é melhor somar do que desanimar!




domingo, 3 de setembro de 2017

VISITANDO O TRIPLEX DA CAVERNA DA LOCA DA BEXIGA EM PONTINA, DISTRITO DO INGÁ: história, memória e turismo pedagógico. Uma excelente escolha de ensinar e aprender!


Em meados do século XIX uma família abastarda adquiriu uma vasta região nas altas serras ao norte do município de Ingá que com o tempo passou a ser chamado pelo nome de Serra dos Pontes e com a chegada de mais habitantes e o progresso local está localidade passou a ser chamada Vila Pontina, passando a categoria de distrito no ano de 1994.

Pontina está localizada ao norte do município de Ingá. Limita-se ao norte com Serra Redonda e Juarez Távora, Sul e Leste com Chã dos Pereiras e Oeste com Riachão do Bacamarte.
Diante das necessidades que a comunidade do Distrito de Pontina ansiava foram fundadas duas associações. A associação dos Agricultores do Sítio Pontina e a Associação das Artesãs Rurais.
A Associação dos Agricultores do Sítio Pontina, foi fundada a 02 de fevereiro de 1992, tendo como objetivo reivindicar melhorias para os agricultores. Está a frente da presidência o Sr. Manoel Rufino Barbosa, que ocupa esse cargo desde sua criação. Através dessa associação a comunidade já recebeu alguns benefícios como eletrificação, poço artesiano, sementes, inseticida e máquinas de pulverizar.

A Associação das Artesãs Rurais de Pontina, teve sua criação em 06 de outubro de 1989, com o objetivo de dar continuidade a cultura do Labirinto e melhorar a renda familiar. A Associação já trouxe melhoramentos para a comunidade, tais como a aquisição de máquinas industriais, o que possibilitou a vinda de curso de corte e costura, como forma de aperfeiçoar e profissionalizar as artesãs envolvidas.
O distrito de Pontina, assim como outras tantas localidades do município do Ingá, é rico em história, e suas tradições ainda vivas, sobrevivem em grande parte, por intermédio da memória das pessoas mais velhas do lugar.
De acordo com Ingrid, uma das minhas alunas do 3º ano do Ensino médio da Escola Estadual Luiz Gonzaga Burity, em entrevista com os seus avós, ela nos revela uma parte da história do distrito, que ainda não havia sido escrita.
De acordo com a memória de seus avós, Dona Maria Alves Barbosa 18/05/1939 e o senhor Ismael Fernandes de Souza 02/06/1934



“A Loca da Bexiga A princípio era uma espécie de gruta, até então não usada para fim nenhum, porém quando houve um surto de bexiga, doença que atinge a pele causando erupções e bolhas vermelhas, sendo mais forte e necessitando de mais cuidados do que a catapora que nós conhecemos, gerando grande incômodo aos seus portadores, foi usada para abrigar os contagiados por essa doença. Por não terem as medicinas avançadas de hoje em dia e também por falta de lugar para o cuidado como por exemplo um hospital, essa foi a alternativa para diminuir o contágio das outras pessoas, isolar os doentes. Esses só recebiam a visita de um padre para rezá-los ou de outra figura religiosa como uma rezadeira. Deitados em folhas de bananeiras, essas eram as suas camas para o repouso. Assim ficavam esperando serem curados pela fé ou morrerem. Para aqueles que ficavam bons e desfrutavam dessa sorte, poderiam voltar para suas famílias, já para aqueles que não tiveram essa sorte, morriam na Loca da Bexiga e ficavam lá e não voltavam nem para o enterro. Por fim á loca virou uma espécie de cemitério, existe até hoje nas suas circunstâncias, guardando a história do passado e de como viviam sem os avanços da medicina as pessoas dos arredores e de Pontina. Esse pedacinho do passado que muitas vezes nos cai no esquecimento meus avós me contaram e eu acho bom lembra-lo a vocês”. (Ingrid de Souza Oliveira 01/10/1999).
Outro relato que nos mostra essa geografia do abandono e do medo, é mostrado por Alessandra.
Segundo Alessandra de 19 anos, aluna da Escola Luiz Gonzaga Burity, neta paterna de Terezinha Fernandes, de 71 anos, nascida no Sítio Pontina – município de Ingá, nos conta que, de acordo com a sua avó: “a loca da Bexiga tem esse nome porque no passado, as pessoas com bexiga eram levadas para esse lugar onde ficavam isoladas. Nesse período de isolamento, as famílias levavam comida e outras viveres para os isolados até que eles adquirissem a cura, ou até morrem”.

Os bexiguentos da loca da Bexiga viviam nus por não aguentarem usar roupas por causa da chargas causadas pela enfermidade”. A sua avó Terezinha em suas memorias relata para a neta que isso ocorria no tempo de seus avós.

A loca da Bexiga e na verdade um conjunto de cavernas sobrepostas em forma de Triplex, onde no final do século XIX, devido uma grande epidemia de varíola que acometeu a população local, foi utilizada como abrigo ou cemitério para as pessoas contagiadas pelo vírus da doença.
Em 2004, quando eu lecionava a disciplina de história na escola Frei Herculano no Distrito de Pontina, tive a oportunidade de visitar duas ou três vezes a Loca da Bexiga, buscando resgatar, por meio da memória local, parte da história do povoado.
Eu lembro que conversando com algumas senhoras, elas me informaram que os doentes eram isolados na loca para não contaminar o restante da população. E, que ninguém poderia ir lá, ou ter contato com as pessoas infetadas.
Apenas duas pessoas poderiam ir ajudar, cuidar dos bexiguentos: Um padre e uma mulher que já haviam sido contaminados e, sobreviveram a doença, ficando curados.
Além da história do lugar, a Loca da Bexiga nos cativa pela sua beleza e imponência. A natureza exuberante, os maciços rochosos, as lagoas pleistocênicas, os lagos, os açudes e rios nos fazem querer voltar sempre.
Ótimo lugar para descansar!
Excelente opção para se realizar turismo pedagógico