quinta-feira, 22 de junho de 2017

ESCOLA LUIZ GONZAGA BURITY: A EDUCAÇÃO DANDO UM BAILE DE TRADIÇÃO NOS FESTEJOS DE SÃO JOÃO!

Não sei o que tem essa data, esse mês! Esse som que nos fazem tão felizes e torna os dias tão especiais, somente porque é de novo São João!

            As ruas se enchem de bandeiras. As famílias se reúnem em torno da fogueira comemorando a safra e o dia em que João Nasceu. Eu, particularmente acho os festejos juninos a melhor festa do ano. E não é à toa que muitos de nós esperamos por essa data o ano todo.
            Na última quarta-feira do dia 21 do corrente mês, além de trazer toda a tradição que os festejos juninos representam aqui no Nordeste em termo de cultura e valores populares, a Escolas de Ensino Médio Luiz Gonzaga Burity, sob a direção da Gestora Gitana e a colaboração de professores, funcionários e alunos, fizeram desta data um exemplo a ser seguido pela educação, e em especial pela comunidade de forma geral. O objetivo principal desse projeto era incentivar a preservação do meio ambiente por meio da reciclagem de resíduos sólidos, tendo como consequência a conscientização dos alunos para a importância em se preservar o meio ambiente.




            Se apropriando do tema a gestora e professores criaram o Projeto Ambientá, o qual teve a sua culminância no momento dos festejos na escola. Os alunos de forma lúdica e didática, mostrando intimidade com o tema e com a problemática, mostraram que do lixo pode surgir arte, nos deixando a lição que é só preciso o invento e a vontade para poder melhorar o mundo.
No momento houve um desfile com peças de roupas produzidas pelos alunos com material reciclável (tudo dentro da temática junina). Além de danças típicas e apresentações de Cordéis produzidos pelos alunos.


ROUPAS PRODUZIDAS PELOS ALUNOS DE MATERIAL RECICLADO (COPOS DESCARTÁVEIS, JORNAIS E SACOS PLÁSTICOS)

A participação da comunidade estudantil do Luiz Gonzaga Burity foi de fundamental importância para que a festa fosse um sucesso. Barracas, comidas típicas e muito forró e xaxado foram o combustível da festa que durou os três turnos: manhã, tarde e noite. No Luiz Gonzaga Burity do Ingá, a festa foi animada pela Banda de Forró da cantora Kelly B. Já no anexo de Chã dos Pereiras, quem animou a festa foi a Banda de Forró Pé de Serra Raízes Nordestina.

Seguindo as tradições e com um olhar voltado para a educação participativa e Inclusiva, o Projeto Ambientá da Escola Luiz Gonzaga Burity, fez por merecer o nosso respeito, e em particular, a minha indicação como um exemplo a ser seguindo.
Nós do Blog O Ingaense  parabenizamos toda a comunidade escolar por sua vontade e brilhantismo em fazer desta data um momento que com certeza jamais será esquecido por seus educandos.


Parabéns Luiz Gonzaga Burity!



domingo, 18 de junho de 2017

AQUILO QUE VEMOS COM OS OLHOS DO PRECONCEITO ESCONDEM AS VERDADES DOS FATOS!

Durante todo o período que a civilização ocidental se utilizou da escravização de africanos para realizar trabalhos braçais, muito dos crimes que foram cometidos pelos brancos contra a cultura e o corpo dos escravizados foi abafado, ou melhor maldito pela história.

Ser negro nessa sociedade em que ao branco cabia tudo, era “normal” prelados estuprarem seus escravos, senhores atearem fogo em seus cativos velhos, crianças negras serem usadas como isca para pescar jacaré, mulheres negras serem usadas em experimentos ginecológicos extremamente dolorosos...



CRIANÇAS NEGRAS ERAM USADAS NA FLORIDA, USA, COMO ISCA PARA PEGAR JACARÉ

MULHERES NEGRAS ERAM USADAS NOS EXPERIMENTOS GENECOLÓGICOS DO MEDICO  JAMES MARION  SIMS EM 1845.


Apesar de todo o sofrimento físico que foi impresso no corpo e na alma do cativo, nada se compara com a violência que foi inscrita contra a cultura e a história do africano no Brasil. Ser negro em uma sociedade onde a cor deveria ser apenas uma característica física, tornou-se o principal motivo para exacerbar e cristalizar preconceito contra a cultura de toda uma gente.
Percebemos o preconceito quando se fala do cabelo do negro, da cor do negro, do cheiro do negro, da religião africana.
OFERENDAS NO CAMBOMBLÉ

Nesse contexto preconceituoso da história do Brasil em que o negro indubitavelmente é sujeito, ainda falta muito conhecer sobre sua história e sobre a sua cultura. Desde modo, e só assim, poderemos entender e quem nem sempre o que nos ensinaram foi toda a verdade.

"De acordo com o professor Leandro (historiador da UnB) as oferendas deixadas nas encruzilhadas era uma forma dos negros alimentarem seus irmãos escravos que estavam fugindo dos feitores. Os pretos escolhiam lugares estratégicos por onde escravos fugitivos passariam e colocavam comida pesada; carne, frango e farofa porque sabiam da fome e dos vários dias sem comer desses indivíduos e deixavam também uma boa cachaça pra aliviar as dores do corpo e dar-lhes algum prazer na luta cotidiana. As velas eram postas em volta dos alimentos pra que animais não se aproximassem e consumissem o que estava reservado para o irmão em fuga e aí surge o que todos conhecem como macumba. O rito permanece sendo realizado pelas religiões afro como forma de agradecimento e pedidos aos seus ancestrais e em homenagem a seus santos. A cultura branca e eurocêntrica foi quem desvirtuou a prática, para causar medo, terror e abominação e reforçar os preconceitos e discriminações contra os negros. Não tenho religião e não pratico nenhum culto mas gosto de saber que já houve tanta solidariedade no mundo e que as pessoas se preocupavam muito umas com as outras a ponto de fazerem um esforço pra alimentarem alguém mesmo sem conhecerem o seu rosto. Hoje vejo tanta gente em igrejas e igrejas em tantos lugares servindo apenas como instrumento de manipulação e exploração da fé alheia para manutenção do poder. Enfim nós não evoluímos”.

A MALDIÇÃO DA CULTURA DA FOFOCA: Quem nunca falou da vida alheia que atire a primeira pedra!

Como a vida e desleal!
Enquanto os atores da Globo e milhões de artistas passam a vida inteira correndo atrás e lutando pela fama, e por consequência, por um espaço na "Telinha", onde possam aparecer e serem reconhecidos por um público. 

Nas pequenas cidades do interior as pessoas simples e de hábitos cotidianos não precisam fazer nada para serem vistas ou notadas.... É só cair no gosto de velhotas fofoqueiras e desocupadas e com uma vida tão amarga e cheia de problemas…, que necessitam se ocupar da vida alheia para suportar o tédio exacerbado e o peso de sua infelicidade...

Como Historiador que sou de fato e de direito, analisando as multiplicidades e as particularidades da cultura do nosso município (INGÁ), percebi uma singularidade irritante, depreciativa e epidêmica (já que trato a fofoqueira como um ser dúbio que oscila entre o cultural e o psíquico) na postura de mulheres que dedicam a sua vida a destrinchar enredos extremamente criativos, que causam inveja aos mais famosos e talentosos roteiristas hollywoodianos. Pois bem, como o assunto é de meu interesse (POIS ESTOU PESQUISANDO ESSA ANOMALIA QUE SERÁ TEMA DE UM DOS MEUS PROXIMOS TRABALHOS A SEREM PUBLICADOS) descobri recentemente que o que pode causar o ator de FOFOCAR pode ter tratamento, pois trata-se de uma doença (distimia). Veja o que a Wikipédia diz a esse respeito:


"O termo distimia originalmente se referia a uma condição psiquiátrica clínica. O radical grego dys- do termo significa "defeituoso, anormal ou irregular"; ao passo que o sufixo thymia refere-se ao timo, um órgão linfático que está localizado na porção anterossuperior da cavidade torácica, e que se acreditava estar associada ao controle do humor.
Essa interpretação inicial referia-se a uma visão distorcida da realidade pelo paciente. Ele, por exemplo, se sentia como alguém que sabe o que os outros pensam ou compreendia uma dinâmica social subjacente que não é a real. Esse padrão de pensamento pelos pacientes os levou a serem vistos como profetas ou curandeiros altamente intuitivos. Desse modo, as pessoas imaginavam que eles sentiam hostilidades, ressentimentos ocultos que não existiam.
Essas pessoas frequentemente enfrentavam desavenças sociais por causa de seus contínuos julgamentos distorcidos, resultado de seus sentimentos anormais.
Essa definição de distimia costuma ser usada para diversas desordens, as quais podem muito provavelmente ser consequências de comportamento antissocial".

Já imaginaram se esses seres curiosos e extremamente inventivos resolverem procurar um profissional para curarem a sua patologia? O que será de nós? 

segunda-feira, 12 de junho de 2017

..E SE OUTRAS VIDAS HOUVERAM! NEVINHA E TICO SÃO A REENCARNAÇÃO DO AMOR VERDADEIRO!



Quando nos referimos ao amor, a história nos ensinou a respeitar e a colocar como exemplos, casais que tiveram seu amor imortalizado pelo tempo e que sobrevive até hoje por meio da literatura e dos filmes que Hollywood produziu no decorrem das últimas décadas. Casais como: Tristão & Isolda, Bonnie & Clyde, Shah Jahan & Mumtaz Mahal, Cleópatra & Marco Antônio, Juan Domingo & Evita Perón, Páris & Helena de Troia, Romeu & Julieta,Rainha Vitória & Príncipe Alberto, Mata Hari & Vadim Maslov, Victor Hugo & Juliette Drouet, Abelardo e Helouise, Navarre e Isabeau.
DONA NEVINHA E SEU TICO, 50 ANOS DE CASAMENTO 

Como hoje é dia dos namorados, nós do Blog O Ingaense revolvemos buscar uma forma mais real e mais concreta de demonstrar o amor, lógico, sem querer negar o amor dos livros e do cinema.
O nosso intuito é mostrar que o amor pode sim ser vivido e compartilhado por toda uma vida por duas pessoas que decidiram se respeitar e construir uma existência com base no respeito, carinho, afeto... compartilhando no dia a dia os problemas e as alegrias sem nunca se esquecerem que um sem o outro não seriam e não significariam nada...
Hoje, as redes sociais como a face e o instagram amanheceram recheadas de declarações de amor – muitas vazias e enfeitadas de sentimentalismo falso e barato. Outras, acreditamos nós, que nem mesmo os indivíduos que fizeram “tão românticas declarações” acreditam ou sabem o que é o amor próprio.
É graças ao dia dos namorados que os maridos (alguns) lembram de dizer as suas esposas que as amam!
É graças ao dia dos namorados que as esposas “esquecem” que durante o ano inteiro foram traídas, foram submetidas a agressões físicas e psicológicas... Mas pra que lembrar das humilhações do ano inteiro se hoje é dia dos namorados!!
Mas o que é o dia dos Namorados?
De acordo com o site http://www.suapesquisa.com/datascomemorativas/dia_dos_namorados.htm, “ O Dia dos Namorados é uma data comemorativa, não oficial, destinada aos casais de namorados, pretendentes e apaixonados. É tradição a troca de presentes, bombons e cartões com mensagens de amor entre namorados ou pessoas que se amam. Aqui no Brasil, esta data é comemorada em 12 de junho. Em outros países, como nos Estados Unidos, por exemplo, a comemoração ocorre em 14 de fevereiro (Dia de São Valentim – Valentine’s Day).
História da data (14 de fevereiro) - Origem do Dia de São Valentim
A comemoração desta data remonta o Império Romano. Um bispo da Igreja Católica, São Valentim, foi proibido de realizar casamentos pelo imperador romano Claudius II. Porém, o bispo desrespeitou a ordem imperial e continuou com as celebrações de matrimônio, porém de forma secreta. Foi preso pelos soldados e condenado à morte. Enquanto estava na prisão, recebeu vários bilhetes e cartões, de jovens apaixonados, valorizando o amor, a paixão e o casamento. O bispo Valentim foi decapitado em 14 de fevereiro do ano 270. 
Em sua homenagem, esta data passou a ser destinada aos casais de namorados e ao amor. A comemoração passou a ser realizada todo 14 de junho, principalmente, na Europa e, posteriormente (século XVII), nos Estados Unidos.
História do Dia dos Namorados no Brasil (12 de junho)
No Brasil, a data apresenta uma história bem diferente, pois está relacionada ao frei português Fernando de Bulhões (Santo Antônio). Em suas pregações religiosas, o frei sempre destacava a importância do amor e do casamento. Em função de suas mensagens, depois de ser canonizado, ganhou a fama de “santo casamenteiro”. 
Portanto, em nosso país foi escolhida a data de 12 de junho por ser véspera do dia de Santo Antônio (13 de junho). Assim como em diversos países do mundo, aqui também é tradição a troca de presentes e cartões entre os casais de namorados.
O Dia dos Namorados nos Estados Unidos
Nos Estados Unidos o dia dos namorados é chamado de Valentine’s Day. Celebrado em 14 de fevereiro, a comemoração é feita de uma forma diferente da brasileira. Nos Estados Unidos a data é comemorada, principalmente, por namorados, casais casados, noivos, amigos e pessoas que se amam (entre pais e filhos também é comum). Os que se amam demonstram, nesta data, todo seu amor através da troca de cartões, flores, chocolates e presentes. Os cartões costumam ser confeccionados pela própria pessoa, o que dá um toque bem criativo e pessoal a data”.
Foi pensando em toda essa gama de sentimento e conhecimento que representa o dia dos namorados, tanto na tradição brasileira, como na americana, que nós do Blog o Ingaense, decidimos homenagear os enamorados deste dia, escolhendo um casal para lhes representar.
Casados há 50 anos.  Pais de 4 filhos e avós de 5 netos. Maria das Neves Martins da Silva, 71 anos (Dona Nevinha) e Francisco Fernandes da Silva 73 anos (Seu Tico) são a prova viva de que o  AMOR VERDADEIRO AINDA É A MELHOR OPÇÃO.
E, parafraseando uma fala da filha do casal Tico & Nevinha, quando ela me contava sobre seus pais com maior orgulho dizendo: “Ele é apaixonado por ela ainda hoje! Ele nunca a traiu, eu tenho certeza!”
A seu Tico e a Dona Nevinha, nós do Blog o Ingaense agradecemos por nos lembrarem de que as palavras ditas em casamento são sementes, e que quando bem regadas florescem e dão frutos.

Lembremos aqui também que ao nos referir ao amor não é preciso buscar em Romeu e Julieta um exemplo a seguir. Lembrem-se de Tico e Nevinha. Eles estão vivos é moram bemmmmmmmm pertinho de nós!!
Feliz dia dos Namorados!

sexta-feira, 9 de junho de 2017

DONA EUNICE - DO SUOR DA AGRICULTURA PARA A GLORIA NO ARTESANATO



Histórias de sucesso são constantes, mas muitas vezes bem distantes da nossa realidade, 
Dona Eunice vem provar que nada é impossível para quem luta por um proposito e trabalha com fervor.




Deus ajuda e abencoa essa senhora que viveu anos trabalhando na agricultura, profissão essa herdada dos seus pais. Em um determinado momento D. Eunice resolveu ser artesã e o sucesso bateu a sua porta, hoje ela ve suas bonecas rodarem o Brasil afora. 
Com muita forca de vontade ela vende suas bonecas de pano pela orla de João Pessoa e assim sustenta sua família e até já construiu sua casa própria em Mangabeira um bairro da nossa capital.



Sempre muito alegre, simpática e agradecida, para D. Eunice não te tempo ruim apesar dos anos bem vividos continua ativa e participa também de feiras e exposições de artesanatos pela Paraíba. Um exemplo a ser seguido e propagado. Bem reconhecida, já foi matéria no jornal DIVULGA MANGABEIRA. 



Uma INGAENSE que nos da muito orgulho.

Parabéns D. Eunice que sua história continue inspirando a muitas outras pessoas que vem na arte manual uma forma de sobrevivência e faz tudo com amor.


quarta-feira, 7 de junho de 2017

FLAW MENDES EXPÕE: O COLECIONADOR DE HORIZONTE VOL. III

Tomando conhecimento do grande sucesso que estar sendo a Exposição de Artes Visuais e Literatura do Artista paraibano Flaw Mendes - em exposição na Livraria do Luiz, organizada pela Galeria de Arte Valentin, em João Pessoa, na capital do Estado da Paraíba - nós do Blog o Ingaense não poderíamos deixar de noticiar com grande satisfação e entusiasmo mais essa conquista desse grande artista.
ARTISTA PLÁSTICO FLAW MENDES

Possuidor de uma sensibilidade ímpar e de um talento extraordinário, eu particularmente conheci o trabalho e o artista Flaw Mendes por intermédio de uma amiga muito querida, que me indicou seus “talentos”. Esse fato ocorreu nos últimos meses do ano de 2016, quando precisei de um artista para ilustrar, ou melhor criar a capa do meu segundo livro: O gladio, o chicote e os gritos que não se ouviram da senzala! Como eu precisava da capa do livro pronta com certa urgência, “pressionei” para que Flaw Mendes me entregasse o trabalhava o mais rápido possível.
Falei com Flaw as 19:00 da noite. E as 7:00 horas da manhã seguinte ele me avisa que o trabalho, ou melhor, a capa do livro estava pronta.

O que mais me surpreendeu - além da perfeição que ficou a arte do meu livro - foi profissionalismo que possuir este artista.
O trabalho ficou tão bom, que eu o contratei para fazer a capa da segunda edição do meu primeiro livro: Ingá: Retalhos da história... Resquícios de memórias!

A Exposição de artes visuais e literatura do artista paraibano Flaw Mendes -Colecionador de Horizontes Vol. 3 - ficará em exibição na livraria do Luiz no Período de 20 de maio a 9 de junho de 2017, aberta ao público até o dia 9 de junho, com visitação em horário comercial.
De acordo com o Canal de noticias conexaoboasnoticias.com.br “A beleza e expressividade da arte de Flaw Mendes tem chamado a atenção de escritores, intelectuais e demais artistas plásticos.
Segundo a professora Maria Emília Sardelich, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), as obras de Flaw Mendes, tem uma produção intimista. Ao visitar a mostra Maria Emília comentou: ““nos desafia a pensar como as palavras estruturam as imagens, tanto quanto as imagens são construídas com e a partir de palavras”. E destacou que o artista tem uma produção intimista. “Explora a delicadeza do papel, unindo, rompendo, sobrepondo, compondo e alargando um sútil vocabulário de imagens”.
Colecionador de Horizontes

FOTO: WSCOM/REPRODUÇÃO

A exposição Colecionador de Horizontes Volume 3, mostra 16 quadros construídos a partir de pesquisa de Flaw Mendes sobre a obra Menino de Engenho, de José Lins do Rego. Compostas como peças híbridas, que justapõem a palavra e a imagem.
O artista plástico William Macêdo, ao visitar a exposição destacou: “Pude perceber uma analogia de tempo, no momento que o artista se apropria de um livro do escritor José Lins e o transforma em arte contemporânea, dialogando com a nossa época presente”.
Flaw Mendes pensou na interação entre a literatura e as artes visuais, daí a escolha do local. O Espaço Arte da Livraria do Luiz.  “Conversei com o curador do Espaço, o Augusto Moraes, imaginei exatamente esse diálogo entre escritores e artistas, integrando a palavra, a linha, a textura, as cores – uma hibridação que está na obra de Flaw Mendes e precisa ser vista e capturada também por escritores e seus públicos”, completa.
O artista

Flaudemir Sávio Sousa Mendes – “Flaw Mendes”. Artista plástico, ilustrador, design e poeta. Nasceu na cidade de Campina Grande, Paraíba, em 18 de novembro de 1981.
Autor de diversas capas de livros e CDs, e já ilustrou diversas histórias, fábulas e poemas de livros infantis.
O artista paraibano mistura a sua poética visual elementos da linguagem literária e desdobra por vários suportes e visualidades: intervenção urbana, site specific, videoarte, livrobjeto, história em quadrinhos, infogravuras entre outros.”
Serviço:
Livraria do Luiz
Praça 1817, 88 s 1,
Realização: Galeria Valentim (galeriavalentim.com.br)
Período: 20 de maio a 9 de junho de 2017
Contato: 83 –98805 2820 



terça-feira, 6 de junho de 2017

O ARTISTA PLÁSTICO INGAENSE MAILSON RODRIGUES E A ARTE DE REINVENTAR O INGÁ E O NORDESTE

Algum tempo atrás, zapeando o faceboock, sem ter muito o que fazer   diante de tanta informação desnecessária que esta rede social oferece, me deparei com algo que de imediato me prendeu a atenção. Tratava-se de algo que trazia trançado em seu formato, em suas cores, em sua expressividade... uma identidade cultural nordestina que fugia de tudo aquilo que a literatura e a arte nacional nos ensinaram no decorrer do tempo e da história, sobre o que era Nordeste e ser nordestino.
EXPOSIÇÃO DO ARTISTA PLÁSTICO INGAENSE MAILSON RODRIGUES  NO TEATRO CARLOS GOMES EM BLUMENAU, SANTA CATARINA. FOTO : MAILSON RODRIGUES ACOMPANHADO POR DUAS CONTERRÂNEAS

A paisagem, o homem, a “secura” de uma região que emergiu como problema na primeira metade do século XIX, é pintada pelo jovem e TALENTOSSISSIMO artista plástico ingaense MAILSOM RODRIGUES, como algo que vai além daquilo que foi escrito, pensado, pintado e cantado sobre ela.
Além do orgulho que claramente notamos nas obras de arte de Mailson Rodrigues em ser nordestino, vemos também em seus quadros um amor rasgado e declarado por sua terra natal, o Ingá, e, em especial pelas Itacoatiaras de nossa cidade.





EXPOSIÇÃO DO ARTISTA PLASTICO INGAENSE MAILSON  RODRIGUES NO TEATRO CARLOS GOMES EM BLUMENAU, SANTA CATARIANA, 2016.

Os quadros de Mailson Rodrigues são impregnados de um amor, de um sentimento de pertencimento... de uma identidade nordestina, e especialmente ingaense que chega a nos comover. As Marias pintadas por Mailson, os homens do povo e os artistas da terra são colocados na tela não como simples desenhos, mas como entidades que representam e simbolizam toda uma nação que amamos e conhecemos como Nordeste.









EXPOSIÇÃO DE MAILSON RODRIGUES NO TEATRO CARLOS GOMES EM BLUMENAU, SANTA CATARINA


A xilogravura foi a ferramenta que possibilitou ao pintor uma identidade, e ao mesmo tempo uma forma moderna e tradicional de representar o Nordeste. Só que desta vez um nordeste de riquezas tradicionais, onde o homem é representado pela sua pluralidade cultural, sua musicalidade... e não mais pela fome e a pobreza mostrada por Graciliano Ramos, entre tantos outros que viram o Nordeste pelo prisma da pobreza.



TEATRO CARLOS GOMES, BLUMENAU, SANTA CATARINA



Mailson Rodrigues, pelo seu trabalho, pelo seu talento, pelo seu amor a um nordeste que dividimos com Gilberto Freire, Jorge Amado, José Lins do Rego, Dorival Caymmi e entre tantos outros mitos da nossa arte e cultura, é homenageado hoje por nós do Blog O Ingaense por todo seu trabalho em divulgar a cultura e a arte de nossa terra.
Paraibano. Ingaense de nascimento e coração, Mailson Rodrigues representa aquilo que todo artista e cidadão deveriam ter: orgulho de suas raízes e de sua identidade cultural!
ARTISTA PLÁSTICO INGAENSE MAILSON RODRIGUES

S
egue a entrevista realizada por nós do Blog O Ingaense com o Artista Plástico Ingaense Mailson Rodrigues

O Ingaense: Qual seu nome, quantos anos você tem e você é natural de que cidade?
Mailson Rodrigues: Me chamo Mailson Rodrigues, tenho 29 anos, sou natural de Ingá-Paraíba. Nasci na cidade de Ingá-PB, mas aos cinco anos de idade fomos morar no Rio de Janeiro, mas 15 anos de idade retornamos para nossa cidade natal.
O Ingaense: Atualmente qual a cidade que você mora?
Mailson Rodrigues: Faz sete anos que moro na cidade de Blumenau – Santa Catarina.
O Ingaense: Qual a sua área de atuação profissional em Blumenau?
Mailson Rodrigues: Trabalho como Designer em uma empresa líder em fornecimento de sistemas e aplicações e gráficas.
O Ingaense: Com que idade você teve o primeiro contato com a arte?
Mailson Rodrigues: O primeiro contato com arte aconteceu aos sete anos de idade quando criei uma revista em quadrinhos feita totalmente manual, gostei bastante do resultado e a partir daí nunca mais parei de desenhar!
O Ingaense: Como surgiu o estilo de arte denominado Cordel ingá?
Mailson Rodrigues: Como todo artista tem sua identidade artística e eu não tinha um estilo definido, me senti na necessidade de criar a minha própria identidade visual. Cordel ingá é um projeto antigo! Porém este projeto é uma forma de expressar minha paixão pela minha cidade natal e também pela cultura nordestina. Sou apaixonado pela arte de xilogravura que é muito utilizado para impressão das capas dos folhetos de literatura de cordel. No Cordel Ingá fiz referência a simbologia das escrituras rupestres das Itacoatiaras de Ingá (sítio arqueológico localizado na cidade de Ingá – Paraíba) e sobre o título do projeto como ele próprio já diz é uma homenagem a minha cidade natal e ao cordel.
O Ingaense: Quais as pessoas envolvidas no projeto Cordel Ingá?
Mailson Rodrigues: Estão envolvidos no projeto a maioria dos Ingaenses que contribui de alguma forma seja ela ajudando a montar o cenário para expor as artes ou até mesmo na divulgação. Quero aproveitar e agradecer a todos que contribuirão para que a exposição de artes no ano de 2016 acontecesse.
O Ingaense: E como era sua vivência artística na cidade do Ingá?
Mailson Rodrigues: No Ingá foi onde eu comecei a colocar em prática meu conhecimento artístico. Comecei primeiro fazendo letreiros para campanha política e grafite. Hoje em dia existem vários meios de divulgação e por isso o letreiro feito manualmente foi perdendo espaço, a partir desta experiência com letreiros comecei a fazer “minhas artes” diretamente nas paredes. Achei muito interessante fazer arte na parede ao invés da folha A4, porque desta forma faz com que mais pessoas tenha acesso à arte e maior visibilidade.
O Ingaense: Qual o principal motivo para a criação execução deste projeto?
Mailson Rodrigues: O estilo de arte Cordel Ingá é uma forma de expressar meu amor pela minha cidade natal (ingá – PB) e também a cultura nordestina tendo isso como base principal motivo é tentar tirar esta imagem estereotipada de que no Nordeste só existe miséria e desgraça. Busco retratar em minhas obras as qualidades do Nordeste e do povo nordestino, exemplo: garra, alegria, afeto, determinação e principal o amor.
O Ingaense: Onde podemos encontrar suas obras de arte realizadas?
Mailson Rodrigues: Antes do Cordel Ingá tive uma grande vivência com o grafite por isso tenho maior volume com estilo grafite do que com o Cordel Ingá. Tenho várias artes produzidas em diferentes cidades e estados com: Ingá, Mogeiro, chã dos Pereiras, Juarez Távora, João Pessoa, Recife, Natal e Blumenau.
O Ingaense: Qual o tipo de trabalho que você faz com Cordel Ingá?
Mailson Rodrigues: Hoje meu foco é produzir material artístico dentro do meu estilo. Com isso eu vendo reproduções em quadros, mural, camisas e canecas. Quem tiver interesse em mandar uma mensagem via rede social e logo em seguida responderei tirando todas as dúvidas.
O Ingaense: Quais são suas referências artísticas?
Tenho como referências grandes mestres da xilogravura tais como, J. Borges, Abraão Batista, José costa Leite, Amaro Francisco, Gilvan Samico, Espedito Seleiro (Mestre artesão que usa como matéria prima o couro) e Vicente Silva Artesão. Admiro bastante seus trabalhos e isso me ajuda como uma forma de inspiração e me atrai bastante são suas formas e cores bem marcantes.
O Ingaense: Você citou algumas de suas referências artísticas e quais são suas referências musicais?
Mailson Rodrigues: Minhas referências musicais nordestinas são: Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Zé Ramalho, Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Mestre Salustiano, Rabequeiros de Pernambuco, Orquestra Sagrama, Mestre Ambrósio, Cabruêra, Flávio José, Biliu de Campina, Santana o Cantador e entre outros artistas.
O Ingaense: O que diferencia a arte Cordel Ingá da xilogravura?
Mailson Rodrigues: Xilogravura é uma arte e técnica de fazer gravuras em relevo sobre madeira. O cordel Ingá usa como base as características da xilogravura fazendo uma junção das técnicas tradicionais (xilogravura, pincel e emborrachado) com as técnicas modernas (software para criação e edição de produtos gráficos).
O Ingaense: Qual o projeto para este ano?
Mailson Rodrigues: Estou me preparando para expor novos trabalhos no Teatro Carlos Gomes no mês de agosto junto com Coletivo Colmeia.
O Ingaense: Quais mídias sócias podemos encontrar o Cordel Ingá?
Mailson Rodrigues: Instagram: Cordel_inga
Facebook: Cordel Ingá
Siga fique por dentro das novidades do Cordel Ingá!
Mailson Rodrigues: Gostaria de agradecer o Professor Alexandre e ao Blog O Ingaense pela oportunidade, e também dizer que admiro muito o trabalho que ele vem fazendo pela nossa cidade, levando conhecimento histórico e cultural de nossa cidade para todos do Brasil região.
Grande abraço para todos amantes da arte e da cultura brasileira.

Nós do Blog O Ingaense é que agradecemos a Você Mailson pelo seu talento e suas batalhas em divulgar a nossa cultura, a nossa arte, a nossa histórias por estes cantos do Brasil.