segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

OLINDINA PAIVA DIZ: “Esses tais dos Engenheiros tomaram a Várzea da minha terra para construir a Reprêsa “Assis Chateaubriand!” OU MELHOR: “O AÇUDE DA SUDENE”


Hoje, pesquisando em jornais antigos, me deparei com uma matéria incrível publicada no Jornal Diário de Pernambuco de 03 de novembro de 1970.

A matéria, do jornalista Adilson Cardoso, tinha o objetivo de noticiar a construção da Represa Assis Chateaubriand, a nossa conhecida hoje Barragem da Sudene.
Na ocasião da visita do reporte, foram entrevistados alguns moradores ilustres do município do Ingá, entre eles: Dona Olindina Paiva, proprietária, segundo ela própria, das terras onde foi construída a Represa Assis Chateaubriand (A BARRAGEM DA SUDENE no Ingá), e o então prefeito do município, Tibúrcio Valeriano de Oliveira.
A entrevista rendeu assunto sobre seca, cangaço, origens do Ingá, modernidade, entre outro assunto. Leiam abaixo, na integra a reportagem.
AULA DE CAMPO COM ALUNOS DO CURSO DE PEDAGOGIA DE LAGOA SECA NA BARRAGEM DA SUDENE DE INGÁ


E o povo ficou feliz com a reprêsa
Reportagem de Adilson Cardoso

Fotos de Murilo Guedes

Ingá - O município do Ingá , um dos mais antigos da Paraíba, 30 mil habitantes, tem agora a população feliz: Chegou água. Com apoio financeiro do Banco Nacional de Habitação e da Companhia de Água e Esgoto da Paraíba (CAGEPA)a Prefeitura Municipal conseguiu construir a Reprêsa “Assis Chateaubriand”.

Antigamente Dona Olindina Paiva, com mais de 80 anos, era uma das poucas pessoas do Ingá que tinha água o ano inteiro. Na sua casa grande, de móveis antigos, objetos de prata e fotografias de artistas de óperas do século passado, no centro da sede do município mantinha um reservatório de água das esparsas chuvas que caem sôbre a região. Agora, o reservatório está fechado e ela já começa a utilizar água encanada da Reprêsa  “Assis Chateaubriand” embora de vez em quando diga: “Não acredito muito que isso dure”.

Cangaço
Ingá Surgiu do distrito do Bacamarte que continua um lugar pequeno, com a sua igreja e pouco mais de 10 casas. Já Tibúrcio Valeriano de Oliveira, o prefeito com seu inseparável chapéu na cabeça, é um homem que se lembra de muita coisa. Até do Cangaço.
Na década de 20, Ingá do Bacamarte, como era conhecido, era lugar dos cangaceiros mais famosos da Paraíba. Tinha José de Totô, Boca Rasgada Bianou, José Luiz e tantos outros. E José de Totô, em certa ocasião, em uma das emboscadas, pegou o pai de Dona Neusa agra de Oliveira, espôsa do atual prefeito, arrancou-lhe uma orelha e um pedaço do nariz.
Mas, essas histórias são coisas do passado, porque recentemente o governador João Agripino, o ministro Costa Cavalcante, os representantes dos Diários e emissoras Associados, os políticos, estiveram no Ingá para inaugurar a Reprêsa “Assis Chateaubriand”. E é a velha senhora Dona Olindina quem diz: “Isso aqui agora é outra coisa. Tem televisão do Recife, ônibus todos os dias e até médico, juiz e promotor”.
Seca
 Situado no agreste paraibano, já quase no sertão, o Ingá é um dos municípios que sofrem com a seca. Vive só do algodão, da criação de gado bovino e caprino e feijão, mas quando há inverno bom. Agora - comenta o prefeito Tibúrcio Valeriano - tudo vai mudar, porque depois de fornecer água para todo município, vamos irrigar tudo que é terra. Mas, Dona Olindina continua falar: “Esses tais dos Engenheiros tomaram a Várzea da minha terra para construir a Reprêsa “Assis Chateaubriand”. Ela, no entanto, continua com uma fazenda com mais de 400 hectares.
A secretária da prefeitura Dona Júlia Bezerra de Azevedo, sempre risonha vestida de vermelho, conta como o povo conseguia a água em tempo de sêca: “Chegava o trem trazendo água e toda a população ia com lata de querosene para Estação. Era aquela gritaria, uma agonia infernal. Até em certa ocasião um homem findou ferindo a faca uma senhora grávida por causa da água. Banho era coisa rara e toda a gente economizava o que se podia chamar realmente “o precioso líquido”. Agora não, tudo mudou, embora Dona Olindina Paiva, de cabelo azulado, tôda perfumada, afirme que: “as meninas daqui estão virando tudo pelo avesso, pois as saias estão cada vez mais curtas. Se isso fôr progresso é o fim do mundo”.
Os doutores
A médica do Ingá, Gildete Souto Cruz, recém-formada, toma conta da Maternidade. Mas, como todo o médico do interior não pode se especializar, pois tem que ser de parteiro a psiquiatra, não obstante ser este um nome feio para o lugar. E Dona Olindina ressalta: “Credo, cruz esse negócio de psiquiatra é loucura”.
O juiz, João Machado de Souza, nascido em Umbuzeiro, mora no Ingá, como também a promotora, Geovan Hipólito da Silva, de João Pessoa. Crime agora é coisa rara, no entanto, de vez em quando, surge uma briga por causa de terra ou por que alguém falou mal da Amada do outro.
Já Dona Olindina Paiva comenta: “Antigamente os doutores eram gente velha, mas agora são esses moços, como as doutoras que vestem até calça de homem”. E depois de uma pausa, recorda um comício de que participou o embaixador Assis Chateaubriand - que passou a infância no município - que no meio do discurso disse que ali tinha  engatiado".(Diário de Pernambuco terça-feira 3 de novembro de 1970 primeiro caderno pág. 10)

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

PRESERVAÇÃO TEM TUDO A VER COM EDUCAÇÃO! PARABÉNS RIACHÃO DO BACAMARTE


A beleza do espaço, a delicadeza das cores, a harmonia das formas, o gracejo das ruas...todas essas características fazem da arquitetura e do casario de Riachão do Bacamarte um referencial de preservação da cultura, da memória e das raízes históricas do povo agrestino.
Em estilo arquitetônico baseados em arte decô, arte neveau, barroco tropical e neoclássico, o casario de Riachão do Bacamarte representa por meio da materialização de seu patrimônio, um passado de tradição e de um estremo bom gosto na escolha dos filhos dessa terra.
Outro observador que parecer ter se encantado pelo significado e o estilo multicor e alegre desse tipo de arquitetura popular foi o escritor paraibano Ariano Suassuna, que se referindo as moradias populares diz:

“E foi assim que, preparado pela embriaguez da festa e da dança, eu vi pela primeira vez que as fachadas das pobres casas populares eram como as roupas vestidas pelos negro-dançarinos, protestos contra a miséria, a cinzentice, a feiúra, a rotina e a monotonia de suas vidas. Vi pela primeira vez que, coloridas como eram em amarelo-ocre, vermelho-sangue, azul-pavão, amarelo-ouro, verde bandeira ou verde lodo, e até no rosa ou roxo púrpura que, antes, por preconceitos, eu tivera tanta dificuldade em aceitar, aquelas casas, em sua maioria feitas de taipa rebocada e pintada, eram também jóias em ponto grande como as que eu sonhava, jóias que, dados momentos, também rebrilhavam ao sol de modo a que Deus as avistasse com alegria. Minha embriagues - dançarina era tal que até as próprias casas dançavam – e eu descobria que elas eram como fortalezas, marcos, redutos e bastões que o indomável espírito do nosso povo colocava ao mesmo tempo diante da vida monótona, cinzenta e sem atrativos do seu dia-a-dia e diante das pedras castanhas facetadas, aquelas espécies de ladrilhos brutos, enormes, cruéis e mal-lapidadas que tantas vezes eu já encontrará em nossas estradas, Caatingas e tabuleiro”.





Criado a partir da Lei Estadual, nº 5920, o Riachão do Bacamarte deixa de pertencer ao município do 
Ingá em 29 de abril de 1994. De acordo com o IBGE, em divisão territorial datada de 1 de junho de 1995, o município de Riachão do Bacamarte é constituído do distrito sede. Pela lei estadual nº 6224, de 10 de janeiro 1996, o município de Riachão do Bacamarte passou a denominar-se Assis Chateaubriand. Pela lei estadual nº 014, de 12 de maio de1997, o município de Assis Chateaubriand volta a denominar-se Riachão do Bacamarte.

Dono de uma história ricas em tradições. Consciente de seu passado, as referências históricas sobre o povoado de Riachão do Bacamarte vêm desde o tempo do Império brasileiro, como nos mostra o Jornal O Governista Parahyba (1850; p.04)
Bacamarte. - Povoação pertencente ao município do Ingá, 5 legoas ao Nascente de Campina Grande, ou 27 ao poente da cidade da Parahyba. Esta povoação está sobre um ramo da serra que lhe deu o nome, e na estrada que desta província segue para Pernambuco. Seus habitantes soffrem falta d’agoa..


Hoje, abençoado ´por Santana do Bacamarte! Apadroado por São Sebastião, o casario de Riachão, nos diz muito sobre o passado da cidade. Nos conta muito sobre a nobreza de quem os preserva e nos indica um futuro no qual a população sabe de fato de onde veio e quais valores precisar preservar.


quarta-feira, 27 de junho de 2018

SE DOIS É BOM! TRÊS É BOM DEMAIS! AGORA SÃO TRÊS ALUNOS DO LUIZ APROVADOS NO GIRA MUNDO: CANADÁ, ESPANHA E ARGENTINA.


Alguns dias atrás nos Ingaenses fomos surpreendidos como a feliz notícia que Anderson Tertuliano Ferreira tinha sido aprovado em primeiro lugar no projeto de Intercâmbio cultural do governo do Estado da Paraíba “Gira Mundo”. Um dia depois, fomos novamente presenteados com a notícia de que Davi Alves Tranquilino iria para o Canadá. Foi muita felicidade para o coração de um professor, e acredito eu para a Luiz Gonzaga Burity e para o Ingá inteiro.
RENNYSON SANTOS SILVA, 3º ALUNO APROVADO NO GIRA MUNDO PARA A ARGENTINA

            Porém, como felicidade nunca é demais, hoje logo pela manhã (27.06.2018), um dos meus alunos me ligou avisando que mais um estudante da E.E.E.M. Luiz Gonzaga Burity foi aprovado, desta vez não para Espanha ou para o Canadá. Agora para a ARGENTINA.

·        Com Rennyson Santos da Silva, aprovado no Gira mundo, indo para a Argentina. Com Anderson Tertuliano Ferreira, indo para a Espanha.
ANDERSON TERTULIANO FERREIRA GIRA MUNDO ESPANHA

 Com Davi Alves Tranquilino de malas prontas para viajar para o Canadá. 
DAVI ALVES TRANQUILINO, GIRA MUNDO CANADÁ


A escola Estadual Luiz Gonzaga Burity do Ingá se constitui como a escola da 12º que obteve o maior número de alunos aprovados no Gira Mundo.

Dos 08 alunos da região que foram aprovados no Gira mundo, 03 são do Luiz Gonzaga Burity   do Ingá.
Parabéns meninos! E obrigado por nos proporcionar tanta felicidade!

segunda-feira, 11 de junho de 2018

ALUNO DO LUIZ GONZAGA BURITY É APROVADO EM 1º LUGAR NO GIRA MUNDO E VAI PARA A ESPANHA


Anderson Tertuliano Ferreira, aluno da E.E.E.M.Luiz Gonzaga Burity do Ingá é aprovado em primeiro lugar no Gira Mundo.
Anderson é aluno do anexo do Luiz Gonzaga Burity em Chã dos Pereira e mora em Pontina, distrito do Ingá.
ALUNO DO LUIZ GONZAGA BURITY, ANDERSON TERTULIANO É APROVADO EM 1° LUGAR PARA  A ESPANHA NO PROJETO GIRA MUNDO


Com muito esforço e estudo, Anderson provou que pra se dar bem na vida, a sorte é apenas um detalhe.
OBS: ACABEI DE DAR A NOTICIA A ELE RSRSR ELE AINDA NÃO SABIA O RESULTADO
PARABÉNS ANDERSON. E agora você só não vai pra Espanha se não quiser!
http://paraiba.pb.gov.br/educacao/giramundo/

ANDERSON E LUANA TERTULIANO

De acordo com o edital (http://static.paraiba.pb.gov.br/2018/01/Edital-N%C2%BA002.2018-PROGRAMA-GIRA-MUNDO-ESTUDANTE.pdf) que rege as normas e as regras de seleção e inclusão de alunos da Rede Estadual de Ensino no programa, tais educandos, entre outros aspectos devem estar:

2.1. Os requisitos comuns necessários para o aluno participar do processo seletivo são os seguintes:

a)Ter no mínimo 14 anos de idade até o dia primeiro de julho de 2018 e no máximo 17 anos até o dia primeiro de julho de 2018;

b)Ter cursado o primeiro ano no ensino médio regular, normal médio, semi-integral, integral ou médio integral integrado à educação profissional das escolas públicas da rede estadual de ensino da Paraíba em 2017;

c) Estar regularmente matriculado no segundo ano do ensino médio regular, normal médio, semi - integral, integral ou médio integral integrado à educação profissional das escolas públicas da rede estadual de ensino em 2018;

d) TER OBTIDO, ao longo do primeiro ano do ensino médio, a FREQUÊNCIA MÍNIMA DE 85% (oitenta e cinco) nas aulas regulares da escola de ensino médio em que esteja matriculado;

e) TER ALCANÇADO A MÉDIA MÍNIMA DE 7,0 (sete) pontos no desempenho acadêmico escolar na disciplina de Língua Portuguesa, Língua Inglesa e Matemática no primeiro ano do ensino médio.

            Gostaria aqui e externar todo o orgulho, que nós professores sentimos de vocês!

USANDO RESTOS DE COMPENSADO DE GUARDA ROUPA E TINTA GUACHE, OS ALUNOS DA E.E.E.M LUIZ GONZAGA BURITY CONSEGUIRAM EM DOIS DIAS RESGATAR AS IDENTIDADES CULTURAIS DO INGÁ E ARRANCAR O 2º LUGAR NO ESTIVAL DE ARTE DA 12° REGIÃO, EM DISPUTA COM MAIS 10 ESCOLA DO ESTADO DA PARAÍBA


Muito feliz e sentindo um orgulho danado desses meninos. Depois de muito esforço, “brigas” e risadas, conseguimos chegar juntos e unidos a etapa regional da 12º Região de Ensino, como uma das 10 escolas escritas nas categorias: Dança, artes visuais e literatura.





 Mesmo com todas as dificuldades que enfrentamos juntos, vocês conseguiram dar o melhor que tinham, e isso me fez ter muito orgulho de vocês.
Nas três categorias defendidas pelos alunos (e sob a orientação do professor Alexandre Ferreira) do Luiz Gonzaga, as identidades culturais do Ingá eram temas trabalhados.
Na dança, os alunos mostraram que não é preciso esquecer suas raízes para se colocarem como parte dessa cultura de massa que domina a contemporaneidade.
Na literatura, Davi e Matheus mostraram a importância de se preservar a cultura como forma de sobrevivência humana.
Nas artes visuais  Rennan e José Domingos ( Junior) conseguiram mostrar a conectividade das  4 identidades do Ingá, conseguindo no festival o 2º lugar.
Parabéns meninos. Muito orgulho de vocês.

Modalidades:

DANÇA


LITERATURA:

NOS CONTOS DE NOSSA  GENTE AS IDENTIDADES DE PERTENCE NOS DIZ O QUE É SER INGÁ

Autores: Davi & Matheus

Canto de “moi” arretados
É a cidade do Ingá
Com sua rica cultura
Que eu consigo lembrar
Mas não tirem conclusões
E nem criem aflições
Pois dela eu vou falar

Não sei se a tal da cultura
Foi feito pra emocionar
Pois choro quando escuto
Os contos desse lugar
Carnaval e são João
A páscoa é tradição
Nós temos que festejar

Daí surge de uma casa
Um homem chamado João
Que era especial
Mas também um fanfarrão
Porém nunca esquecia
Que nessa cidade havia
Uma grande tradição

João é um adolescente
Que adora estudar
E mora nessa pequena
Cidade de arrepiar
E acredita que um dia
A mocidade viria
Que ele tem muito a mostrar

E João sonha que um dia
O povo desse local
Se identifique ingaense
Pra ele não ficar mal
E isso principalmente
Ocorra frequentemente
Com esse povo normal

Organizava projetos
Principalmente na escola
Pra falar do município
E repassar a história
Mas ele ouvia casos
Que sempre era escutado
Que jovem nenhum da bola

Nos projetos de João
Tema é o que não faltava
O mata nego, ouro branco
Outras histórias contadas
E não se pode esquecer
Da música aparecer
E das Itacoatiaras

Mas ele se recordava
De sempre viver a cantar
Amava a música regional
Principalmente a do Ingá
Quando a 31 de março
Passava pelo seu bairro
E estava a tocar.

Banda 31 de março
Uma banda de respeito
Quando um som ela tocava
Subia o seu conceito
Estava predestinada
A ser uma banda arretada
Contendo muito contexto

Integrantes sorridentes
Porém levava a sério
O seu trabalho da banda
Não continha um mistério
Tocava uma sinfonia
Que todo mundo sorria
Ia crescendo o império

Melhor fase da cidade
No bairro da estação
Na década de quarenta
Com a sua exportação
A famosa Anderson Clayton
Ouro Branco, não esqueçam
E seu império de algodão

O local do Mata nego
Bem distante da cidade
Onde o senhor Ludovico
Abusava da maldade
Em todos botava medo
Não existia respeito
Com os negros da cidade

Duas coisas que marcaram
A fazenda mata nego
O escapa e o arrasto,
Mas não era por seu medo
O escapa pra escapar
O arrasto pra deixar
Os corpos dos pobres negros

Um último patrimônio
Porém não mais importante
A pedra Itacoatiara
Com a história alarmante
A enorme tradição
De quem vem nesse mundão
Visitar por um instante

Os desenhos fixados
Tem uma grande importância
Pois nele está retratado
O que em tempos tem distância
Sabe é muito legal
Ver que nesse historial
Cultura é predominância

Mas eu sei que se perguntam
Onde está o João
Teve foi que viajar
Pra longe do coração
A cidade do Ingá
Teve que ela deixar
E perder a evolução

Ao chegar em outra cidade
Ele se pôs a pensar
Que mesmo longe daquilo
Nunca mais ia chorar
Pois aquela linda cultura
No coração está pura
Esquecer tudo? Não dá!
                       
E saiu de mundo a fora
Falando de sua cidade
Que quem mora por ali
Tem cultura de lealdade
Mas faltava aprender
Que nenhum queria ser
Ingaense de verdade

Essa foi a bela história
Da cidade do Ingá
Espero que vocês gostem
Dessa cultura de lá
Tenha um belo Festival
E os convido de bruços
A cidade visitar!



ARTES VISUAIS : Representação das 4 identidades culturais do Ingá - Pinturas em guache

Autores: Renan e Junior



Projeto

TÍTULO: IDENTIDADE: as representações culturais que conectam um povo
APRESENTAÇÃO:
O nosso projeto: IDENTIDADE: as representações culturais que conectam um povo, busca aproximar os alunos da cultura do município do Ingá, por meio do reconhecimento e da valorização das representações e movimentos culturais que representam, ou representou a identidade cultural do povo do município no decorrer do processo de sua formação histórica.
Como forma de melhor representar essa identidade local, buscamos nas modalidades artes visuais, dança e literatura, uma maneira de demostrar os valores e a cultura desse povo, partindo do pressuposto de que o povo ingaense se valeu de quatro identidades culturais (a identidade da violência, a identidade do algodão, a identidade da musicalidade, e, por fim a identidade turística ou identidade das Itacoatiaras).
Na modalidade ARTES VISUAIS, os alunos  e irão apresentar essas identidades por meio de desenhos/pinturas em telas, sob a orientação do Professor de arte, Alexandre Ferreira.
Na modalidade dança, os alunos  Irão apresentar a cultura e a identidade local por meio de performance coreografada que levem ao entendimento dos elementos culturais que representam o povo ingaense. Assim como na modalidade anterior, a dança terá como orientador, o professor de arte, Alexandre Ferreira.
O intuito desse projeto é promover uma interação dos educandos da Escola Estadual de Ensino Médio Luiz Gonzaga Burity com a cultura do seu município, levando-os a reconhecer e valorizar suas raízes.
JUSTIFICATIVA:
Quando nos propomos a trabalhar a conectividade como elemento fundamental de inclusão e comunicação da atual sociedade da qual fazemos parte, as vezes não lembramos, ou somos “ forçados” a esquecer que a tecnologia sem o uso de um filtro capacitador ou orientador, exclui mais que do pode incluir. Percebemos isso quando cotidianamente em sala de aula, quando temos que parar a apresentação do conteúdo para “pedir” aos alunos que deixem o celular por um instante, e voltem a prestar atenção na aula. Nesse sentido, o “estar conectado”, desconectou o aluno daquilo que realmente interessava naquele momento, que era a aquisição do conteúdo trabalhado sistematicamente em sala de aula pelo professor.
O termo conectar é abrangente, e não significa apenas estar conectado a uma rede de computadores e ter acessos diversos a conteúdos oferecidos por ela.
Estar conectado vai além, e precisar ser visto como algo que se constrói a partir das vivencias coletivas de um grupo ou de uma comunidade. Nesse sentido, é importante lembrar que os movimentos e a representações culturais de determinada sociedade é o que vai possibilitar a ela um sentimento de pertencimento e união. Por isso é tão importante a preservação da cultura popular (da dança, da música, da literatura, da pintura, ...)
A arte é necessária para que o homem se torne capaz de conhecer e mudar o mundo. Mas a arte também é necessária em virtude da magia que lhe é inerente. [...] A magia da arte em que, nesse processo de recriação, ela mostra a realidade como passível de ser transformada, dominada e tornada brinquedo (FISCHER, p. 20 e 252).
O que pretendemos propor com este trabalho é que a ideia de conectividade entre os jovens não os afastem da conectividade que deveriam manter com suas raízes, com sua cultura. Que os aparelhos eletrônicos não os afastem das outras pessoas que estão ao seu lado. Que o contato visual e afetivo não se torne uma lembrança do passado, onde só são lembradas por meio de contatos online e conversas por whatsapp.
Segundo Mirian Celeste Martins:
Mais do que falar de conteúdo, as aulas de Arte devem fazer com que o aluno estabeleça relações entre o mundo e a maneira como o homem o percebe ao longo do tempo. Lidar com arte é construir um olhar cada vez mais sensível e crítico para perceber como os elementos estéticos trazem significados diversos.1

Nesse sentido pretende-se mostrar aqui que a acessibilidade por meio das redes sociais, não pode e não precisar excluir outras formas mais tradicionais e afetivas de se conectar ao mundo e as pessoas.


terça-feira, 5 de junho de 2018

LA BANCA: O Indiana Jones que teve o tempo perdido!


A  falta de memória e ingratidão do ingaense para com aqueles que buscam valorizar a sua história não é novidade.
 Em Ingacity, não é de hoje que se tem ruas, monumentos, praças e prédios públicos homenageando até a “mãe de Pantanha”, menos a quem trouxe reconhecimento e valor cultural para o município.
La Banca e o e prefeito do Ingá,Zé Grande, no arquivo municipal do Ingá, 1976. Arquivo pessoal de Alexandre Ferreira

Creio eu que se não houvesse a insistencia em lembrar aqui em nosso Blog sobre a sua existência (mesmo tendo ele feito um grande trabalho de construção, resgate e valorização da cultura local), mesmo ainda sendo vivo na memória do povo. Ninguém lembraria do Grande La Banca, o homem que criou os primeiros roteiros turísticos para o Ingá, e popularizou as Itacoatiaras a partir de sua associação aos símbolos oficiais do município.
Como base de seu projeto de valorização, preservação e difusão da cultura ingaense, Reynaldo Jônatas La Banca teve o incondicional apoio do ex prefeito José Claudino da Silva (Zé Grande).
Hoje nos questionamos: Por que será que no Ingá as bibliotecas, os museus, os centros culturais, os teatros... nenhum deles traga como identificador o nome de La Banca?
Mas como tais espaços poderiam trazer o nome de tal pesquisador se as suas existências são meras convicções*?
É importante que lembremos que foi graças ao trabalho de La Banca que as pedras se tornaram símbolo do município e o Ingá pode ser reconhecido mundialmente por causa delas...
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* Exceção o museu de história natural nas Itacoatiaras.